Afogamentos em piscinas, praias e represas são muito mais comuns do que se imagina

Afogamentos em piscinas, praias e represas são muito mais comuns do que se imagina.

É muito importante para o desenvolvimento da criança que ela frequente a piscina e pratique esportes como a natação, mas é preciso manter atenção especial quando crianças estão na água, pois elas podem se afogar rapidamente e em qualquer profundidade. Para falar sobre o assunto, o Bem Estar desta quinta-feira (29) recebeu a pediatra e consultora, doutora Ana Ascobar, e o neurocirurgião Adriano Scaff.

Entre as orientações para prevenir acidentes está a de manter brinquedos do lado de fora da piscina, pois eles atraem as crianças. Boias são importantes, mas não substituem a supervisão de um adulto. Elas podem esvaziar, escorregar ou até mesmo virar. Quem tem crianças em casa deve cercar a piscina ou a área em volta dela e não cubrir a piscina com lonas ou redes porque as crianças acham um espaço e entram.

Antes de mergulhar é importante saber a profundidade da piscina. Muitos acidentes acontecem porque as pessoas mergulham de cabeça em piscinas rasas. O mesmo vale para evitar o choque com outras pessoas. Estes acidentes podem ocasionar lesões sérias na coluna, principalmente na cervical podendo levar a casos de paraplegia (paralisação da cintura para baixo) e tetraplegia (paralisação do pescoço para baixo).

Confira as dicas de primeiros socorros em casos de acidentes na água:

1) Afogou e não está respirando? Faça massagem cardíaca até o socorro médico chegar ou até a pessoa voltar a respirar;

2) Afogou e está respirando? Deixa-a respirar, tossir, vomitar, até que ela volte ao normal;

3) Bateu a cabeça e está inconsciente no chão? Não mexa nela e chame o socorro;

4) Bateu a cabeça e está sangrando? Pegue uma toalha e estanque o sangue;

5) Bateu a cabeça e está consciente? Deixe-a quieta e observe.

Sempre mantenha o equipamento básico de salva-vidas próximo das piscinas e aprenda a usá-lo. Boias e cordas são recomendadas. Os idosos devem estar acompanhados de outras pessoas porque é comum a falta de coordenação ou rigidez dos músculos levar ao afogamento. Nesses casos, o idoso não chega a morrer afogado porque logo se levanta, mas, se ele engolir muita água, pode ter uma pneumonia causada pela água no pulmão.

 

Veja a matéria publicada no site Mundial FM.