Pesquisa aponta que as quedas dentro de casa são as maiores causas de traumas entre idosos

 9 em cada 10 pacientes ouvidos no estudo relataram ter tido uma síncope ou ter perdido o nível de consciência antes da queda

Atualmente as quedas são responsáveis por 40% das mortes por trauma em pessoas com mais de 75 anos.Pesquisadores da Universidade de Medicina do Irã decidiram fazer plantão na emergência de um grande hospital para identificar as principais causas dessas quedas. Durante um ano, eles acompanharam a rotina do pronto socorro no hospital que é referência em traumas no nordeste do Irã. O resultado expresso em números confirma uma percepção que os médicos já tinham nos atendimentos de rotina, de que as quedas dentro de casa são a maior causa dos traumas. O estudo teve como objetivo identificar os motivos que levam a essas quedas e a melhor maneira de enfrentar o problema para tentar diminuir as taxas de mortalidade. 
“Os dados são alarmantes e revelam um cenário até então desconhecido”,
afirma o neurocirurgião brasileiro Dr. Adriano Scaff que teve acesso ao estudo.
 

No hospital iraniano,228 pacientes com idades entre 60 e 96 anos foram estudados. A grande maioria (73,7%) sofreu quedas dentro de casa depois de uma síncope (perda da consciência e do tono postural de caráter súbito, transitório e com recuperação espontânea). Outros 22,4% afirmaram ter sofrido o trauma após uma leve alteração no nível de consciência.As mulheres foram maioria entre os pacientes avaliados (53,9%) e as causas das síncopes e perdas de consciência podem estar relacionadas às doenças típicas dessa faixa etária. Os idosos relataram sofrer de hipertensão (22,3%), osteoporose (10,1%) e diabetes (5,2%), além de apresentar problemas neurológicos e cardíacos.  

 

Mas foi na hora de mapear os locais onde essas quedas aconteceram é que os pesquisadores conseguiram identificar onde estão os maiores riscos para os idosos: 

20,6% das quedas foram no banheiro. 

19,7% na cozinha 

e 14,9% em escadas
 

Apesar do alto número de traumas por quedas registrados no hospital, a taxa de morbidade foi de apenas 2,6%, com 6 mortes confirmadas. Os dados dessa pesquisa podem ajudar também a reforçar as campanhas de segurança para evitar acidentes com idosos dentro de casa. As recomendações principais indicam a instalação de barras de segurança nas áreas molhadas e a retirada de tapetes e móveis nos corredores e áreas de passagem.  

De acordo com o Dr. Adriano Scaff, vários estudos já vêm chamando a atenção para a necessidade de alertar os idosos sobre os riscos a que estão sujeitos. No Brasil, esses cuidados se tornam ainda mais necessários pelo aumento da expectativa de vida. Segundo o IBGE, quase 30% da população brasileira terá mais de 65 anos em 2060. “É preciso revisar conceitos e procurar entender como o ambiente em casa pode ficar mais seguro e acolhedor para o idoso”, afirma. 

Dr. Adriano Scaff 

http://adrianoscaff.com.br/ 

 

Dr. Adriano Scaff é formado em Neurocirurgia pelo Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP. Mestre em Cirurgia pelo Departamento de Cirurgia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP.  

Fellowship em Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral – Universityof Florida – USA. Fellowship em Dor pelo Hospital Maasland – Sittard – Holanda. Coordenador do Curso de Formação em Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna.  

Diretor/Secretário do Comitê de Cirurgia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Coluna.  

Diretor/Secretário da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor. Membro do Centro de Tratamento Integrado da Dor em São Paulo.  

 

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